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A Domus solicitou a cinco importantes personalidades que resumissem suas expectativas para o mercado imobiliário em 2012. Veja as previsões.

Sergio Darcy da Silva Alves

Sérgio Darcy da Silva Alves
Cargo: ex-diretor de Normas do Banco Central do Brasil

"As condições macroeconômicas de nosso país, que possibilitam a manutenção do crescimento sustentável da renda da população, e, consequentemente, da demanda pela casa própria, aliadas a um adequado ordenamento jurídico para o segmento, nos levam a acreditar que teremos no ano de 2012 a continuidade do direcionamento de recursos para o crédito imobiliário em bases sólidas."
Sergio Darcy da Silva Alves

Teotônio Costa Rezende
Cargo: diretor da Área de Habitação da Caixa Econômica Federal

"Em 2012, o mercado imobiliário brasileiro deverá manter a tendência de expansão, porém, em um ritmo mais moderado, não superior a 10%. Com relação aos preços dos imóveis, acredito que se manterão nos mesmos níveis de 2011."

Sergio Darcy da Silva Alves

José Conde Caldas
Cargo: presidente da ADEMI (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário)

"O novo ano chega com um pacote repleto de desafios. E o principal deles será superar o sucesso de 2011, período em que a construção consolidou seu ritmo de crescimento e se firmou também como um dos negócios mais rentáveis da economia brasileira. Em 2012, comemoraremos os dez anos do Plano Nacional de Habitação. A partir dele, foi gerado um documento, intitulado "Crédito Imobiliário no Brasil - um olhar à frente", que foi apresentado ao então presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Na época, as entidades do setor e lideranças, como a do incansável Arthur Parkinson (homenageado no Destaque ADEMI 2011), defendiam a criação de um modelo novo de financiamento, com instrumentos como a alienação fiduciária e o patrimônio de afetação. O total aplicado atualmente no setor é cerca de 20 vezes maior que o do fim dos anos 90. A expectativa é continuarmos crescendo pelos próximos anos, reduzindo os déficits que ainda existem entre oferta e demanda, não só na área residencial, mas também na comercial/corporativa."

Sergio Darcy da Silva Alves

Marcelo Michaluá
Cargo: Diretor de Relações com Investidores da RB Capital Securitizadora

"O Mercado de capitais passará a constituir uma importante fonte de recursos para o financiamento da economia real."
Sergio Darcy da Silva Alves Fernando Ortiz
Cargo: Sócio Diretor da E-Finance

"A expectativa para os mercados da construção civil e de crédito imobiliário é positiva. Não teremos mais as taxas de crescimento observadas nos últimos 5 anos, tanto de expansão de crédito quanto de elevação no valor do m², frutos da retomada de uma base muito deprimida em ambos os mercados, mas seguiremos crescendo com taxas saudáveis.

Nada de bolha, como pensam alguns. Bolhas econômicas são fruto do excesso de alavancagem e menos de 4% de relação crédito imobiliário/PIB não pode ser considerada suficiente para desencadear eventos desta natureza, embora sejam encontrados exageros pontuais no valor dos imóveis.

Para o mercado de crédito imobiliário, a desafio é a transição do SFH para o SFI. Os recursos da caderneta de poupança estão escasseando, pois a demanda por crédito cresce em velocidade superior aos depósitos. A saída é o regime de mercado. Saída tranqüila, aliás, já que no cenário de taxas de juros em queda o custo do dinheiro se torna viável para os tomadores e a necessidade de diversificação e busca por melhores taxas gera liquidez na ponta dos aplicadores.

Já para o mercado da construção civil o desafio é mais complicado, de ordem operacional. A qualificação da mão de obra em todos os níveis não acompanhou o ritmo de crescimento e capacidade de produção é o gargalo a ser enfrentado.

Mas desafios exigem soluções e a busca por elas é sempre saudável e geradora de oportunidades e crescimento."